O que ainda precisamos aprender com Montoro

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Acabo de assistir pela segunda ou terceira vez ao documentário “A poética politica de Montoro”, que está disponível aqui – http://youtu.be/CxgWrahpZXA. Neste ano, André Franco Montoro completaria 100 anos. O que ainda temos a aprender com ele?

A política brasileira transformou-se em algo repugnante. O toma-lá-dá-cá associado à falta de valores substituiu o anseio pela construção de uma sociedade mais fraterna e justa.

Estamos diante de um impasse: seguir em frente e tampar o nariz ou arregaçar as mangas e trabalhar.

Parafraseando Carlos Drummond de Andrade: “Estamos presos à vida ao lado de nossos companheiros”. Quando foi que nos esquecemos disso? Onde foi parar a política verdadeira, fundamentada na busca do bem comum?

É preciso resgatar o senso de responsabilidade pelo sofrimento do outro.

Como dormir tranquilo enquanto nossos irmãos morrem de fome nas ruas da nossa cidade?

Como simplesmente cruzar os braços diante da falta de moradia digna, de saúde decente, de escolas e professores, de bons empregos, de segurança e de tantos e tantos descumprimentos de direitos fundamentais?

Montoro explicava sua motivação para estar na vida pública com a frase de São Paulo: “não há quem sofra que não me faça sofrer também”.

Temos de voltar a participar da vida coletiva. O mundo não se encerra na solução dos nossos problemas pessoais e familiares. Ali ele apenas começa.

É nossa a responsabilidade pela construção de uma política nova,  que esteja pautada na ação concreta, na mobilização, na formulação de propostas e de uma estratégia para o país.

Falta-nos, acima de tudo, “dar as mãos” e nutrir as esperanças que ainda restam na direção do desenho de uma democracia mais participativa, que resulte em mais e melhores políticas públicas.

Não se trata apenas de discutir conjuntura.

É hora de nos engajarmos na atividade política e, evidentemente, na política partidária. Os movimentos sociais e políticos foram reativados, de certa forma, nos últimos anos, mas é preciso ir além.

Qual o país que nós queremos?

Quais os valores a serem cultivados e pregados?

Que políticas públicas, sociais e econômicas desejamos para o Brasil?

Como disse Otto Lara Resende a Montoro em reunião que antecedeu o início da organização do grande comício das diretas: “é hora de acender o farol alto”.

É nosso dever – e ninguém deve se omitir – abraçar esse desafio de reconstrução das possibilidades e dos instrumentos de ação política e, por meio disso, do nosso país.

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