Entrevista ao Jornal Nacional sobre o déficit do governo (31/10/14)

JORNAL NACIONAL – Edição do dia 31/10/2014

Contas do setor público têm em setembro o maior rombo desde 2002

Déficit foi de R$ 25,5 bilhões. Foi o 5º mês seguido de resultados negativos.

Assista aqui:

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O governo gastou mais do que arrecadou e as contas do setor público brasileiro tiveram, em setembro, o maior rombo desde 2002. Foi o quinto mês seguido de resultados negativos.

O próprio governo reconhece. Por causa do baixo crescimento da economia, a arrecadação de impostos não foi a esperada este ano: R$ 40 bilhões a menos. E, por outro lado, os gastos públicos, como previdência e manutenção dos serviços, dispararam.

As contas do setor público – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – fecharam setembro com um rombo de R$ 25,5 bilhões. Isso indica que nada foi economizado para pagar os juros da dívida pública. Essas contas também acumulam um prejuízo, desde o início do ano, de mais de R$ 15 bilhões.

Esses resultados indicam que o governo não vai conseguir cumprir a meta de segurar as contas este ano. E por isso vai ter de correr para alterar no Congresso a lei que já está em vigor prevendo uma economia de R$ 99 bilhões para pagar juros da dívida pública. A expectativa agora é saber se existe uma nova meta e se o governo vai conseguir fechar as contas.

Para o economista Felipe Salto, a situação fiscal é preocupante.

“Do ponto de vista simbólico, é importante o governo dar uma sinalização para o mercado e para sociedade de que vai conseguir alterar no próximo mandato as diretrizes das finanças públicas e da política econômica, de tal sorte que o primeiro passo para fazer isso é nomear novos nomes para equipe econômica”, explica Felipe Salto, da Tendências Consultoria Integrada.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, assegurou que a meta de controle de gastos está mantida para o ano que vem.

“Nós vamos construir as condições para cumpri-la, essa é a ideia. Especificamente o fato de que a receita em 2014 está abaixo do que originalmente nós estimamos, não significa que isso vai se reproduzir em 2015. Nós estamos trabalhando com uma retomada do crescimento”, afirma o secretário do Tesouro.

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