É hora de mudar!

Mailson da Nóbrega e Felipe Salto

Foram muitas as mentiras contadas pelo PT nesta campanha. Quanto mais mentiras, no entanto, eles contavam, mais verdades eram mostradas sobre eles. Uma das maiores inverdades foi a afirmação de que o presidente Fernando Henrique Cardoso teia quebrado o país.

Do Plano Real, em 1994, ainda no governo do presidente Itamar Franco, aos anos do presidente Fernando Henrique Cardoso, que se encerraram em 2002, o Brasil passou por importante reestruturação na ordem econômica. É incorreta, pois, a afirmação da candidata do PT, Dilma Rousseff, de que o país teria “quebrado três vezes no governo tucano”.

Em verdade, o país tornou-se, com a modernização promovida na economia e no Estado, uma nação pronta para crescer ainda mais e para distribuir renda com maior vigor. O controle da inflação melhorou a vida de milhões de brasileiros e, a partir de então, o crescimento tornou-se um processo mais democrático e não mais concentrador de riqueza.

Em 1995, o país conseguiu voltar ao mercado internacional de capitais e retomou as emissões de bônus negociáveis – um fato histórico. Este é um sinal de credibilidade, já que nenhum país consegue financiar sua dívida se não demonstrar capacidade de pagamento. É como alguém que vai ao banco e submete-se à análise de crédito. Se não possuir renda suficiente para pagar as parcelas e os juros, o banco dificilmente lhe concederá o empréstimo solicitado.

Os fluxos de bons investimentos estrangeiros passaram a fazer parte da nossa realidade apenas no governo FHC. Os investimentos estrangeiros diretos, isto é, dólares que chegam ao país com o objetivo de financiar a produção, passaram de US$ 2,1 bilhões, em 1994, para US$ 32,8 bilhões, em 2000, encerrando 2002 a US$ 16,6 bilhões – patamar equivalente a quase 8 vezes ao de 8 anos atrás.

No âmbito da política monetária, adotou-se um regime de controle da inflação baseado em metas anuais, a partir de 1999, com a garantia da autonomia operacional ao Banco Central, para que se pudessem cumprir plenamente os objetivos fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nas finanças públicas, o governo aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal (lei complementar nº 101/2000), que tornou o setor público mais transparente e eficaz (ainda há muito por fazer nesse sentido).

Em 1993, um ano antes do Real, a inflação encerrou o exercício a 2.477,1%, reduzindo-se a 916,4% (1994) e a 22,4% (1995), já no término do primeiro ano de governo do presidente FHC. Evidentemente, o Plano Real “matou o dragão”. As medidas acima mencionadas, que foram tomadas ao longo do governo tucano, foram complementos essenciais à manutenção dessa conquista.

A dívida externa bruta do setor público reduziu sua participação na dívida total, denotando grande esforço do governo diante do quadro adverso. Em 1994, a dívida pública representava 73,0% da dívida externa bruta total e, em 2002, estava em 59,4% da dívida total. Não há indício, portanto, de insolvência externa, no período, isto é, de incapacidade de financiamento das necessidades do país perante o resto do mundo. Ao contrário, houve uma forte capacidade de reação às diversas crises que se instalaram no quadro internacional.

Ganhamos credibilidade junto aos investidores internacionais e pudemos crescer, pelo canal externo, no período 1995 a 2003, a uma média muito similar à dos países latino-americanos (ao contrário do que ocorre hoje, quando os países irmãos crescem 3 vezes mais do que nós). Não fossem as crises que acometeram o Brasil e o mundo, teríamos nos saído ainda melhor, no período tucano, e, com um detalhe, sem descuidar da inflação (o que não acontece no governo da presidente Dilma).

Havia fluxo suficiente de recursos de boa qualidade para fazer frente ao avanço do déficit em transações correntes, isto é, ao financiamento das transações dos residentes no país com o resto do mundo. Nos momentos de escassez, os empréstimos e financiamentos foram úteis para “azeitar” a economia brasileira.

Os oito anos da era FHC foram recortados por crises internacionais (México, Argentina e Rússia, sem mencionar a crise cambial e a crise gerada pela eleição de Lula). Ainda assim, a economia cresceu a taxas muito próximas às dos países comparáveis e sustentou uma inflação cadente.

A candidata Dilma resolveu fantasiar sobre o quadro econômico do governo FHC. Insiste em repetir que o PSDB teria “quebrado o país em três ocasiões”, quando os dados são muito claros em comprovar exatamente o oposto.

Até as pedras sabem que o país só pôde crescer mais de 4%, no governo Lula, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso deixou uma herança bendita: a consolidação da estabilização monetária; a abertura da economia; o ajuste das contas públicas; as privatizações; a atração de investimentos externos para fins produtivos; a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal; o saneamento do sistema financeiro (com o Proer); a renegociação da dívida dos estados; a liquidação dos bancos estaduais; a criação do Bolsa Escola, que já atendia a 22 milhões de pessoas; a instituição do regime de metas para a inflação e tantos avanços na área econômica e na área social que poderíamos continuar a listar.

Uma árvore foi plantada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo PSDB. Era frondosa e dava muitos frutos. O presidente Lula soube colhê-los, rapidamente, mas a presidente Dilma preferiu não mais cultivá-la e, pior, nada plantou em seu lugar.

Agora, às vésperas das eleições, o PT quer convencer os brasileiros de que a tomada de empréstimos, no governo FHC, junto ao FMI, seria a evidência definitiva de que o país teria quebrado naquele período.

A verdade que qualquer economista que se preze conhece é uma só: nenhum país consegue, por três vezes (1999 – crise cambial; 2001 – crise argentina e 2002 – risco-país explodindo em razão da iminência da eleição de Lula), acesso a empréstimos em condições tão boas, como o governo FHC conseguiu, se não for uma economia sólida, com condições de pagar o financiamento e fundamentos macroeconômicos de boa qualidade.

Chegou a hora de retomarmos um programa econômico com justiça social e legarmos ao país um novo momento de dinamismo e progresso, redução das desigualdades sociais e melhoria dos serviços públicos.

Por tudo isso, votamos em Aécio Neves nestas eleições!

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