Os dados de emprego divulgados hoje não foram positivos

Para entender o que vem realmente acontecendo com o trabalho no Brasil, é preciso olhar duas informações: geração de empregos e número de pessoas que estão dispostas a trabalhar. Vejam esta simples tabela: a ocupação está se reduzindo, mas a PEA (gente procurando emprego) continua caindo mais fortemente.

O que é curioso é o dado desta pesquisa – a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) – estar tão descasado do que vem mostrando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), onde a PEA já não tem mais essa trajetória “benigna” a ponto de evitar uma alta da taxa de desemprego (número de desempregados dividido pela PEA).

Dada essa evolução negativa da geração de empregos e considerando-se o cenário de inflação elevada e de desaceleração da renda, a massa salarial (que compõe emprego e renda em uma só variável, por isso chama-se “massa”) está crescendo abaixo de 1%! Algo muito inferior ao que se observava há um atrás (vejam a tabela e os destaques em amarelo).

Em resumo: há, a cada mês, um número maior de desempregados e, para os que estão empregados, a renda já não cresce mais com o mesmo vigor. Este é o dado mais relevante diante de um comportamento tão “estranho” observado na PEA, que distorce o número amplamente divulgado pela imprensa e pelo governo, a taxa de 4,9% que estampou as manchetes de todos os portais nesta tarde.

Tabela

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