Voto 45 para mudar o Brasil!

Alguns amigos têm me perguntado em quem votar (para deputado, principalmente). Vou colocar a lista ao final, mas, antes, faço alguns comentários que podem ser úteis para ajudar na decisão.

Vivemos um quadro de recessão (PIB em queda, crescimento médio do governo Dilma equivalente a pelo menos metade do crescimento dos países comparáveis), pressões inflacionárias (IPCA no teto da meta) e geração de empregos em frangalhos.

A produção, medida pelo PIB, caiu nos dois primeiros trimestres deste ano, como mostrou o IBGE, a inflação está no teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), 6,5%, e o emprego industrial já acumula destruição de mais de 80 mil vagas entre abril e agosto.

Quase 80% da população quer mudança, o que reflete o grau de esgotamento das políticas públicas empreendidas pelo atual governo, essencialmente no campo econômico. Os indicadores oficiais e a insatisfação do povo são duas faces da mesma moeda. É preciso mudar, mas, para derrotar o projeto petista, será necessário que um candidato à altura do desafio combata o PT no segundo turno.

Aécio Neves, que foi o governador mais bem avaliado de Minas Gerais, elegeu seu sucessor, Antônio Anastasia, adotou medidas de gestão que elevaram a educação daquele estado ao topo do ranking nacional, segundo o Ideb (indicador calculado e divulgado pelo Ministério da Educação) é o candidato mais preparado para derrotar o PT nestas eleições.

É verdade que o PSDB tem deixado a desejar na luta política, na tarefa cotidiana de fazer oposição, de formular ideias, reafirmar suas bandeiras e defender seu legado. Este, no entanto, é mais um motivo para fazer destas eleições a retomada da força das oposições, sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Guiados pelos valores que sempre nortearam a ação do PSDB, desde sua fundação, aqueles pregados por Mário Covas e André Franco Montoro – “longe das benesses do poder e próximo do pulsar das ruas” – as lideranças tucanas estão prontas para recolocar o Brasil na rota do crescimento econômico. A única forma de continuar a garantir a distribuição de renda e ampliar o Estado de bem-estar social é esta.

Não vamos nos enganar com a falácia do PT de que basta impulsionar o crédito público, via BNDES, com aumento da dívida pública e dos gastos mal feitos, de que basta decretar aumento do PIB e, como em um passe de mágica, ele se materializará. Muitos erros foram cometidos. Dilma entregará um país que cresce menos da metade da taxa de crescimento dos países irmãos.

Para continuar a garantir a evolução do Estado de bem-estar social, é preciso crescer! (Leiam a entrevista de Armínio Fraga, futuro ministro da Fazenda de Aécio Neves, no Estadão deste sábado, 4 de outubro de 2014).

É preciso buscar a igualdade de oportunidades. E, para isso, o Estado tem de passar a criar políticas públicas que levem à ampliação da justiça social, que garantam que os mais pobres tenham as mesmas chances, na vida, que os mais ricos, que aqueles que já nascem em “berço de ouro”. É aí que o Estado deve atuar mais fortemente e de maneira precisa, eficiente e errando o mínimo possível.

Para isso, a adoção da meritocracia e da gestão por resultado, na educação, e da política econômica focada na estabilização e na baixa inflação como pré-requisitos para crescer são diretrizes fundamentais. A produtividade da economia precisa crescer para que mais e melhores empregos voltem a ser gerados no país.

Ser produtivo é deixar de ficar assistindo de braços cruzados a países como a Coreia do Sul, que há 20 anos estava no mesmo estágio de desenvolvimento do Brasil, avançarem no desenvolvimento tecnológico e educacional, enquanto nós patinamos.

O Brasil tem de se integrar e não se isolar, como voltou a defender o ministro do Desenvolvimento da presidente Dilma, Mauro Borges, em entrevista neste final de semana. O modelo deles é o do fechamento, o do protecionismo e, obviamente, tudo pago pelo imposto e pelo endividamento público, isto é, pelo esvaziamento dos bolsos dos brasileiros.

O modelo do PSDB é distinto, pois passa pela escolha de novas diretrizes: a da inserção global, a da modernidade da economia, a da competitividade, a do progresso. Trata-se de um modelo de abertura comercial paulatina defendido por um dos pais do Plano Real, Edmar Bacha, que vem há anos estudando o tema. Para crescer, é preciso integrar-se ao mundo. Hoje, vivemos fechados em nossos vícios e nossas ineficiências. Vivemos, em verdade, protegidos pelo Estado, a um custo crescente, à espera de um milagre.

Esse é um diferencial do partido em quem escolho votar nestas eleições: não há experimentalismo nas suas propostas e no seu projeto.

Há, ao contrário, pessoas com experiência, prontas para assumir o desafio de combater a crise deixada pelo PT.Há pessoas, em verdade, que já participaram de desafios tão complexos quanto o atual, como o combate à hiperinflação, quando da formulação do Plano Real, sob a liderança do sempre presidente Fernando Henrique Cardoso, à época ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.

Os nomes são conhecidos e valem ser repetidos: Armínio Fraga, Maria Helena Guimarães, Barjas Negri, José Roberto Mendonça de Barros, Mansueto Almeida, Samuel Pessôa, Roberto Rodrigues, Arnaldo Madeira, Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e outros. Isso apenas para citar alguns dos principais apoiadores de Aécio Neves e do PSDB.

Para o governo, voto em Geraldo Alckmin. E, neste ponto, quero fazer alguns comentários importantes. Muitos cientistas políticos e analistas surpreendem-se com a indicação dada pelas pesquisas de que Alckmin será reeleito em primeiro turno. Minha avaliação é muito distinta e explico o motivo.

Mário Covas resgatou o estado de São Paulo da lama. Não é exagero. Fleury e Quércia acabaram com as contas do estado, reduziram a zero a capacidade de investimentos de São Paulo e deixaram como legado uma conta que só foi equacionada graças à habilidade política de Mário Covas e à competência técnica dos quadros que escolheu para seu secretariado, dentre eles, o atual diretor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, o Professor Yoshiaki Nakano.

Geraldo Alckmin marcou um gol de placa ao colocar, em um de seus primeiros programas eleitorais, na TV, a explicação didática de todos este processo pelo próprio Nakano. Mostrou, por “A + B”, como o estado foi retirado do vermelho para o azul e, a partir de então, passou a expandir o metrô, a investir em saúde, novos hospitais, como a Rede Lucy Montoro, e tantas outras iniciativas, que colocam São Paulo na liderança do desenvolvimento.

Continuar, em São Paulo, é dar mais um voto de confiança a quem, evidentemente, cometeu erros, mas liquidamente mais acertou do que errou. São Paulo cresce e desenvolve-se por meio da ação do Estado e das parcerias com o setor privado, como no caso das parcerias público-privadas no metrô, evidente caso de sucesso a ser expandido por todo o Brasil. Aqui, portanto, não há dúvida: o caminho é seguir em frente e melhorar, na minha opinião, nas áreas de segurança e educação.

Recomendo, ainda, nomes para os cargos de senador, deputado federal e deputado estadual (para os amigos paulistas), respectivamente: José Serra, Bruno Covas e Bruno Caetano.

José Serra dispensa apresentações e justificativas. Trata-se, sem sombra de dúvida, da melhor opção para liderar as grandes questões nacionais no parlamento. O federalismo brasileiro nunca esteve tão negligenciado e as questões dos estados nunca foram tão superficialmente discutidas.

Os senadores paulistas, até a chegada de Aloysio Nunes ao Senado, em 2010, davam as costas para os pleitos de São Paulo. Isso começou a mudar e, com Serra, terá grandes chances de sofrer uma verdadeira inflexão. Serra foi o Constituinte que liderou a redação do capítulo de Finanças Públicas da Constituição de 1988. Conhece a fundo os problemas do Estado, já esteve dos dois lados – no parlamento e no Executivo.

Como ministro da Saúde, fez parceria com uma das pessoas públicas que mais admiro na vida e que infelizmente nos deixou, recentemente, a médica sanitarista Zilda Arns. O Programa Saúde da Família (PSF) é um sucesso incontestável, sem falar no conhecido programa dos medicamentos genéricos, que trouxe um tremendo ganho de poder de compra a quem mais precisa de remédios.

Bruno Covas é neto do saudoso governador Mário Covas, foi secretário do meio ambiente, em São Paulo, e escolhido o parlamentar mais bem avaliado pela ONG Voto Consciente, quando atuou como deputado estadual. É uma liderança jovem, que conheço pessoalmente, em quem deposito total confiança e por quem tenho enorme admiração. O futuro do partido passa, necessariamente, pela liderança que Bruno exerce, hoje, no PSDB paulista, e que faz nascer uma nova esperança à construção de bases renovadas em nosso estado.

Bruno Caetano, que conheci através do ex-governador José Serra, é mestre e doutorando em Ciência Política, pela USP, foi superintendente do Sebrae-SP e secretário de Comunicação no governo estadual na gestão Serra. Sua bandeira é “empreendedorismo e inovação”. Ele trata do tema com conhecimento de causa, por ter atuado de perto na área e tomado ciência dos problemas de milhares e milhares de empreendedores ao redor do estado. Também é um quadro novo, que trará o “oxigênio” de que tanto precisamos na nossa política.

Votarei, portanto, 45 de cabo a rabo. A lista está aqui:

Aécio Neves para presidente – 45
Geraldo Alckmin para governador – 45
José Serra para senador – 456
Bruno Covas para deputado federal – 4567
Bruno Caetano para deputado estadual – 45145

Muda, Brasil!

FHC-Aecio-Serra-hg

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