Bacha: por uma economia mais integrada ao mundo

Clique aqui e assista à entrevista de Edmar Bacha no Programa do Jô (02/04/2013).

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Edmar Bacha

Edmar Bacha é um dos economistas que idealizou e executou o Plano Real, pacote de medidas econômicas que engendrou a formulação de soluções definitivas para o problema da hiperinflação no Brasil. A garantia da estabilidade de preços – através do ajuste de passivos e fluxos fiscais, das privatizações, da criação de regras críveis e transparentes para o comportamento dos mercados, do incentivo à abertura comercial e da solução criativa encontrada para devolver à moeda nacional o seu valor, a URV – ajudaram a construir o Brasil atual: menos incerto, mais previsível, mais sólido e mais capacitado para tornar-se uma nação mais livre, menos desigual e mais desenvolvida.

Diagnóstico

Hoje, está à frente da condução do país um grupo de políticos e economistas que pensam o Brasil de maneira distinta das cabeças que passaram pelo governo federal, entre 1994 e 2006. Da mesma forma que seus antecessores, os atuais tomadores de decisão pretendem, sim, atingir o crescimento e o desenvolvimento, mas julgam que o caminho do protecionismo, do intervencionismo e da substituição das políticas macroeconômicas por penduricalhos e puxadinhos é  o  mais adequado. Colhem, depois de alguns anos apostando nesse ideário, mais inflação (que ultrapassou, em março, o teto da meta fixada pelo Conselho de Política Monetária, totalizando, em 12 meses, 6,59%) e menos crescimento econômico (avançamos apenas 0,9% em 2012, taxa que poderia ser atribuída a um país desenvolvido, com renda per capita já elevada, mas nunca a um país como o Brasil, ainda em um estágio intermediário).

O investimento, ao  contrário do preconizado pela própria presidente Dilma e por seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, não tem conseguido ultrapassar a casa dos 18% do PIB e, em 2012, amargou queda de 4%. Na mesma direção, a indústria nacional sofre, cada vez mais, com o avanço das medidas de desoneração tributária e de intervenção no regime cambial e monetário, ações tomadas pelo governo em resposta às demandas setoriais.

Em lugar de investimentos robustos e de reversão, enfim, do processo denominado “desindustrialização”, assistimos a uma economia fragilizada e mais arriscada, conforme apontam os indicadores de risco-país  referentes ao Brasil, quando comparados ao de economias similares à brasileira.

Por quê?

Edmar Bacha, na entrevista acima indicada, discute essas grandes questões e aponta um caminho alternativo para o Brasil. Chegou a hora de construirmos uma  economia mais integrada ao mundo, em prol da competitividade e da produtividade. É preciso abandonar a estratégia equivocada de insistir no atendimento às demandas pontuais deste ou daquele setor produtivo, o que se tem contribuído para produzir um equilíbrio ruim, que combina, além da inflação alta e do crescimento baixo, maiores entraves para o salto do país ao grupo dos países mais desenvolvidos, justamente os mais capazes de produzir maior bem-estar social.

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