Renasce a oposição

O Senador Aécio Neves fez um discurso que o credencia para a liderança da oposição  no  plano  nacional e nos empolga a auxiliá-lo na árdua tarefa de contrapor um governo que tem pautado suas ações nas medidas de distribuição de renda, sim, mas não nas ações necessárias ao progresso, ao crescimento sustentado, à expansão sistemática do emprego e da renda, no médio e no longo prazo.

O petismo negligenciou, em seus 10 anos de poder, tão vivamente comemorados por seus correligionários, ontem, a importância da educação no processo de expansão  da produtividade da economia e da cessão plena de direitos e de liberdade como igualdade de oportunidades a todos os brasileiros.

Os governos petistas abandonaram a responsabilidade fiscal, lançando mão do expediente da contabilidade criativa para fabricar resultados primários e relações de endividamento como proporção do PIB  falsamente positivos. Em verdade, maquiou as contas públicas para o único fim de esconder algo que não demorou muito a ser escancarado por todos os analistas sérios e especialistas de finanças públicas ao redor do país: expansionismo a todo custo e sem foco nos investimentos.

Trata-se do evidente desrespeito ao dinheiro público, ao dinheiro proveniente da arrecadação de impostos e, portanto, da própria sociedade, de seu trabalho cotidiano, de sua geração de riqueza, cada vez mais limitada por um governo que, cegamente, fixou como  objetivo promover uma igualdade fantasiosa, uma igualdade na pobreza.

O Brasil possui uma  renda per capita que continua a ser uma fração da renda per capita dos países desenvolvidos e, mesmo diante desse fato, o PT se deu ao luxo de lavar as mãos diante do evidente processo de desindustrialização, perda de competitividade da economia nacional e redução do potencial de crescimento econômico. No lugar de estimular as vocações regionais, os  governos petistas preferiram o caminho mais fácil: escolher uma bandeira e hasteá-la por todos os cantos do Brasil, ignorando o compromisso com uma  visão de longo prazo, única via para transformar o Brasil em uma  nação mais  justa, próspera e verdadeiramente livre, em que a igualdade pela igualdade dê lugar à igualdade de oportunidades.

O discurso do Senador Aécio Neves foi ao ponto. Mostrou os erros dos governos Lula e Dilma  e, com isso, sinalizou claramente para a concepção de um novo programa, de um  novo projeto de um  novo conjunto de ideias concretas a serem encampadas pela nova oposição, pelo PSDB atual, por uma social democracia que seja capaz de formular propostas efetivas de combate à pobreza.

Propostas que, claramente, passam não apenas pela formulação e ampliação de programas de redistribuição de renda, mas,  primordialmente, por programas de incentivo à produção, ao comércio, à integração do Brasil ao resto do mundo, à expansão da atividade econômica como motor central da geração de empregos,  riqueza e renda de maneira perene.

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