Metas da vida real

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Lê-se, no Estadão desta segunda-feira, o seguinte: “Mais do que indicadores, no entanto, Dilma pretende exibir, na campanha da reeleição, metas da ‘vida real’. É com esse argumento que ela quer consolidar marcas de governo.” Leia a íntegra da reportagem aqui.

Minha interpretação de mais essa veleidade presidencial é a seguinte:

1. As metas de verdade, isto é, aquelas que o próprio governo Dilma fixou, não serão cumpridas. Elas podem ser resumidas no seguinte mantra supostamente desenvolvimentista: câmbio depreciado com juros reais baixos e crescimento a 5%.

2. As metas reais, portanto, virão para substituí-las.

3. Tomo a liberdade de pensar alto sobre exemplos desse tipo de meta:

  • estatísticas infladas do PAC, que, na verdade, não decolou, mas que, nas “metas da vida real” da presidente Dilma, mostrarão um investimento impressionante (acreditem);
  • crescimento econômico trimestral anualizado, provavelmente em período cuidadosamente selecionado para mostrar uma taxa elevadíssima, auxiliada pela base baixa de comparação;
  • inflação calculada sob o método do jeitinho.

Será que o brasileiro vai cair, de novo, na mesma pegadinha? Duvido. Nem o João Santana conseguirá fazer tanto malabarismo publicitário para confundir “fucinho de porco com tomada”. Acorda, Brasil! Está em curso uma uma política econômica teimosamente errada, que já está produzindo efeitos danosos sobre nossas vidas: inflação alta e crescimento baixo.

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