Manda quem pode…

“Manda quem pode e obedece quem tem juízo”, reza o dito popular.

A economia brasileira é regida, dizem os otimistas, por uma gestora, a “mãe do PAC” (lembram-se disso?), a mulher durona disposta a fazer do Brasil, na marra, um país rico.

O Banco Central submete-se, ao lado do Ministério da Fazenda, a um anseio que brota da mente de nossa dirigente maior – crescer a qualquer custo. Objetivo nobre, não fosse uma obsessão. Objetivo correto, não fosse o equívoco completo na escolha da estratégia para atingi-lo.

Exagero?

O governo não se contentou em desmontar as instituições fiscais por meio da contabilidade criativa adotada para mascarar a expansão em curso.

Precisou, adicionalmente, mandar o Banco Central reduzir a taxa de juros, mesmo com a inflação pressionada, sob a “sólida” argumentação de que os juros seriam altos, no Brasil, unicamente para atender a um capricho do mercado.

Precisou, ainda, adotar a velha tática de fabricar o resultado desejado, já que, naturalmente, ele não deu as caras. Refiro-me ao controle de preços, através de medidas totalmente aceitáveis, na visão oficial: postergação do reajuste da gasolina, promoção de desonerações setoriais e pressão sobre os prefeitos Fernando Haddad e Eduardo Paes para que retrocedessem em suas decisões de elevar as tarifas do transporte público em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De volta ao passado, caros leitores…

Pensando bem, talvez o governo tenha contribuído para distorcer também o ditado popular: manda quem não tem juízo… Obedeça (ou salve-se) quem puder.

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