O desafio do PSDB

A oposição não deve, agora, abaixar a cabeça. O golpe desferido pelo PT, ao retomar o controle político da capital paulista, terceiro posto mais importante do país, é emblemático e abala o PSDB. Agora, no entanto, é o momento de repensar estratégias, abrir caminhos, renovar ideias e dar espaço aos novos quadros. Chegou a hora de mirar novos horizontes, unir passado e presente na construção da possibilidade de um novo futuro, de um novo PSDB.

Isso não significa, absolutamente, abandonar os grandes políticos do partido, como José Serra. Significa, sim, reunir as novas gerações de tucanos às mais antigas, em torno de um novo projeto, que seja coeso, fruto de reflexão, resgate de ideias e valores, formulação e concepção de novas diretrizes e propostas. Nada de aposentadorias e outras bobagens que a imprensa gosta de destacar, revelando desejos particulares travestidos de análise política.

O PSDB precisa de lideranças fortes, capazes de agregar, de ouvir, de criar oportunidades para o surgimento de novas contribuições, com visões ainda não exploradas pelo partido, que oxigenem suas estruturas. É óbvio o papel fundamental que lideranças como Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Alberto Goldman, Geraldo Alckmin e tantos outros têm de exercer nessa empreitada.

Busca-se uma mudança de norte. Temos de ter novas diretrizes, novos objetivos, novas metas e novos meios, também. A renovação, palavra já bastante gasta pelo mau uso que se tem feito dela, vem de baixo para cima e do topo para a base. É via de duas mãos.

A sociedade mudou e, com ela, mudou a natureza das respostas que as organizações político-partidárias precisam conceber para os novos problemas que se apresentam e, em muitos casos, para os mesmos problemas não resolvidos.

O norte que buscamos é algo por que lutar. O norte que buscamos é um conjunto de diretrizes, ideias e valores que, se bem fundamentados e disseminados, poderão conferir ao Partido da Social Democracia Brasileira a novidade almejada.

Novo pelo novo? Não. Aberrações políticas, no pleito de 2012, já nos mostraram que o novo que não pensa, o novo que não tem ideias, o novo que não tem peso político não leva a nada.

Precisamos de musculatura, de força, de algo que seja genuinamente novo, mas, ao mesmo tempo, que seja capaz de trazer consigo o peso da história, das lutas passadas do PSDB, dos valores presentes nas bandeiras que hastearam, um dia, as grandes referências dos tucanos: Mário Covas e Montoro.

Precisamos, finalmente, de um maior enraizamento do partido e de suas ideias na sociedade. Por isso, a importância de ser genuíno, verdadeiro e autêntico. Quem optar por olhar para pesquisas de opinião e repetir o que elas dizem, simplesmente, tenderá a perder mais e mais espaço político.

Política é atividade que só funciona se tocar os corações. Como dizia o saudoso governador Montoro: “longe das benesses do poder e próximo ao pulsar das ruas”.

Reflexão, união de gerações, renovação de ideias, resgate de valores e ação! Eis o desafio do PSDB.

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