Mais uma medida genial do governo Dilma

Mais uma vez, o governo toma o caminho errado, motivado por crenças e ideologias sem fundamento na realidade. Desta vez, o alvo são os consumidores de vinho. Na visão oficial, influenciada pelas pressões dos produtores domésticos, o vinho importado é preferido ao vinho nacional, pelos consumidores brasileiros, pela falta de acesso ou conhecimento a respeito dos produtos nacionais. A decisão obriga a que as prateleiras dos supermercados deem maior destaque ao vinho nacional, que passará a ocupar um espaço de 25% do total dos produtos, ante os atuais 5% a 10%.

Impressiona a criatividade destrutiva do governo. Não passa pela sua cabeça que o consumidor brasileiro, simplesmente, opta pelo produto de melhor qualidade, dados os diferenciais de preços? Não. Para ele, tudo é uma questão de mostrar mais o produto nacional, barrando o produto importado e impondo ao brasileiro um produto que, ex ante, já se considera melhor, por ser nacional, de maneira que tem de ser mais consumido por nós e ponto final.

Trata-se de medida sem qualquer sentido prático, sem base na realidade. O governo tem de dar condições para que se produzam, no Brasil, produtos de boa qualidade, de maneira competitiva e produtiva, e não tomar medidas restritivas, que só fazem prejudicar a liberdade de escolha do consumidor. Por que serei obrigado a consumir mais vinho nacional, tendo meu direito de escolher e de gastar meu dinheiro como bem entender cerceado por uma veleidade dos produtores nacionais, ancorada em pensamento retrógrado de um governo dito desenvolvimentista?

Abaixo, a notícia, conforme veiculada, ontem, no Jornal Nacional.

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Jornal Nacional (25/10/2012)

Acordo põe mais vinhos brasileiros nas prateleiras dos supermercados

Produtores brasileiros chegaram a um acordo com varejistas e importadores. De 5% ou 10% do total, como é hoje, aumento deve passar para 25%.

Produtores brasileiros que pediam ao governo a adoção de barreiras para reduzir a entrada de vinho importado no país chegaram a um acordo com varejistas e importadores. O repórter Alberto Gaspar explica.

Claro que a origem é importante, mas ela não garante vinho de qualidade. Há importados feitos com uvas impróprias, de mesa, diz a especialista Suzana Barelli.

“É muito comum um consumidor comprar um vinho porque ele é francês, porque é argentino, porque é chileno, sem olhar o brasileiro ali do lado que às vezes é até melhor do que o que está sendo comprado, mas ele fala ‘ah, brasileiro’”, ressalta a jornalista.

A pedido dos produtores nacionais, o governo estudava formas de corrigir isso. Até cotas de importação, mas comerciantes, importadores e vinícolas se adiantaram e chegaram a um acordo.

“Eu acho que se chegou pela necessidade de evitar uma catástrofe que seria um processo de salvaguarda, seria um retrocesso enorme para o setor”, aponta a Ciro Lilla, da Associação Brasil de Bebidas.

Uma das metas é aumentar a presença de vinhos nacionais nas gôndolas dos supermercados. De 5% ou 10% do total, como é hoje, para 25%.

Os responsáveis pelo acordo garantem que mais do que simplesmente eliminar das prateleiras certos rótulos importados e dispensáveis, a proposta é aumentar o consumo do vinho em geral, que ainda é muito pequeno no Brasil, na comparação com outros países.

São menos de dois litros por brasileiro ao ano. A ideia é chegar a 2,5 litros, e ainda seria um quarto do que se bebe nos Estados Unidos, por exemplo, dez litros.

“Nós implantaremos a partir de agora, ações promocionais nas lojas, a indústria vai chegar mais próximo do setor varejista e ajudar a promover o seu produto para que a gente consiga aumentar a venda deles nas nossas lojas. O que se busca é aumentar o consumo do vinho no Brasil”, explica o Carlos Eli, da Associação Brasileira de Supermercados.

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