[Felipe Salto] – Entrevista à TV Globo – Bom Dia Brasil (14/09/12)

Redução de impostos pode deixar a economia mais competitiva no Brasil

[Assista à reportagem clicando aqui]

O Bom Dia Brasil conversou com empresários e economistas, e em quatro anos a isenção de impostos deve alcançar 60 bilhões de reais.

Alan Severiano 

Para os empresários, essa medida favorece a competitividade no mercado brasileiro. Representantes de alguns dos setores beneficiados dizem que o consumidor vai sim sentir a diferença.

Já as companhias aéreas, que também receberam o incentivo, dizem que nada muda. A desculpa é conhecida: o preço do combustível subiu. O Bom Dia Brasil conversou com empresários e economistas para saber qual o impacto final dessas medidas anunciadas.

Menos impostos, preços mais baixos para o consumidor. É o que espera a indústria de fogões e geladeiras. Com a medida do governo, os fabricantes devem gastar R$ 100 milhões a menos no ano que vem. O setor de equipamentos médicos e hospitalares já calculou até quanto os clientes deles vão economizar.

“Se você considerar hoje a desoneração que vai ter um grande impacto, a partir de janeiro mais o custo, a desoneração do custo da energia elétrica, você pode considerar de 10% a 20% de redução do preço final de vendas”, explica Paulo Henrique, presidente da Abimo.

Para a Confederação Nacional das Indústrias, a diminuição dos impostos incentiva os investimentos e aumenta a competitividade brasileira. Nas empresas de transporte rodoviário, o governo espera que a redução da carga tributária evite aumento no preço dos bilhetes, que tem peso forte na inflação, segundo o Ministério da Fazenda.

A medida também foi bem recebida pelas companhias aéreas. As cinco maiores empresas do setor esperam economizar mais de R$ 300 milhões por ano com a redução de impostos, mas será que isso vai significar passagens mais baratas para o consumidor?

A resposta é não, diz o presidente da Associação das Empresas Aéreas. Ele conta que os gastos com combustível aumentaram muito no último ano e que o dinheiro economizado com impostos vai servir para reduzir o prejuízo de companhias como TAM e Gol. “Esse é um dinheiro que você reduz do custo, não um dinheiro que sobra na conta”, explica Eduardo Sanovicz.

Na contramão da economia, as companhias aéreas demitiram este ano. A expectativa do sindicato é evitar novos cortes a partir de agora. “É suficiente para manter os empregos que já tem. Então para o trabalhador e para o usuário isso não vai repercutir muito”, Uébio José da Silva.

Para o governo, abrir mão de imposto significa menos dinheiro para investir em saúde e educação, e para pagar os juros da dívida, explica um economista. Mas, para ele, o efeito de longo prazo compensa.

“Para o consumidor, olhando em um prazo maior, é uma medida positiva, porque você fortalece a indústria, fortalecendo a indústria você consegue colocar produtos no mercado com preços mais competitivos. O processo de recuperação que já está em curso ele deve ser impulsionado com essas medidas tributárias”, afirma Felipe Salto, economista.

Em quatro anos a isenção de impostos deve alcançar 60 bilhões de reais.

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